FIRJAN defende reformas estruturais e corte de gastos em seminário sobre Reavaliação do Risco Brasil

Seminário Reavaliação do Risco Brasil foi promovido pelo Sistema FIRJAN em parceria com a FGV, a Standard & Poor's e o jornal Valor EconômicoFoto: Renata Mello


Representantes do governo, da academia e do setor privado discutiram o panorama econômico brasileiro e as perspectivas para retomada do crescimento no seminário Reavaliação do Risco Brasil. O vice-presidente do Sistema FIRJAN, Carlos Mariani Bittencourt, destacou que a superação da crise fiscal, que atinge as três esferas de governo, não deve acontecer com aumento de impostos. Ele defendeu a adoção de medidas estruturais, como a reforma da Previdência, e um significativo corte de gastos com um amplo programa de privatizações e concessões.


 


“Além disso, precisamos de medidas duras para o enfrentamento das despesas rígidas, como o aumento da contribuição para Previdência e até mesmo redução de pessoal. Nós, empresários, acreditamos que o governo federal terá a habilidade para fazer os ajustes necessários e assim reduzir o Risco Brasil e melhorar nosso ambiente de negócios”, disse.


 


Em vídeo gravado para o evento, Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central (BC), destacou que, sob seu comando, o BC tem como primeira prioridade o fortalecimento do regime de câmbio flutuante: “Também acreditamos que a ênfase atual deve ser a aprovação das reformas para manutenção de uma inflação baixa e estável e promover avanços para tornar o sistema financeiro mais eficiente. São questões cruciais para a previsibilidade”.


 


Carlos Viana de Carvalho, diretor de Política Econômica do BC, reiterou a importância dessas políticas para o país. “Em termos de impacto para investimentos, é importante que a política macroeconômica seja consistente. É isso que vai determinar o equilíbrio da taxa cambial”, avaliou.


 


Indo ao encontro das propostas da Federação, Mansueto de Almeida Junior, secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, pontuou que o reequilíbrio fiscal não passa pelo corte em investimentos, que têm baixo impacto no orçamento governamental. 


 


Segundo ele, os meios para isso são a aprovação da reforma previdenciária e da PEC 241, que limita o crescimento dos gastos à inflação. “Com essas medidas, estaremos sinalizando a previsibilidade da dívida pública, que vai crescer em proporção menor. Isso abre espaço para a queda estrutural na taxa de juros no Brasil”, declarou.


 


Lisa Schineller, diretora da Standard & Poor's (S&P), elencou os critérios que levaram a agência a diminuir o grau de investimento do país. Entre os aspectos considerados estão a governança institucional, a estrutura econômica, a liquidez externa e a flexibilidade fiscal e monetária:  “Contudo, sabemos que agora há uma equipe muito forte à frente da economia e um governo estável no comando do país”.


 


O presidente da Fundação Getulio Vargas (FGV), Carlos Ivan Simonsen Leal, observou que a discussão sobre o processo orçamentário é importante para a estratégia nacional. “Temos que escolher um caminho sólido e com menos intervenção do Estado. É preciso deixar o setor privado trabalhar”, defendeu.


 


Heloísa Magalhães, chefe de Redação do jornal Valor Econômico, frisou que, apesar dos grandes desafios a serem enfrentados, as perspectivas com a retomada do crescimento são cada vez mais positivas. “Está havendo um momento de encarar os problemas. Sentimos o governo empenhado. Nossa percepção é que os investidores estão mais atentos ao país”, garantiu.


 


O seminário Reavaliação do Risco Brasil foi promovido pelo Sistema FIRJAN em parceria com a FGV, a Standard & Poor's e o jornal Valor Econômico.


 


 


O evento aconteceu em 21 de novembro, na sede da Federação.

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