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Rio passa a ser segundo estado do país com maior fluxo internacional

Com uma corrente de comércio exterior superior a US$ 20,3 bilhões no primeiro semestre, o estado do Rio passou a figurar como segunda unidade da federação com maior fluxo internacional, ultrapassando Minas Gerais e atrás apenas de São Paulo. O destaque do período (janeiro a junho deste ano) foi o setor de petróleo e gás. Mas houve aumento também das vendas de produtos industrializados em relação ao mesmo período de 2017.

O saldo comercial ficou em US$ 3,1 bilhões, superávit ocasionado pelo aumento de 7% nas exportações, que totalizaram US$ 11,8 bilhões; e de 52% nas importações, que atingiram US$ 8,5 bilhões. Os dados constam do Rio Exporta, boletim de comércio exterior do estado do Rio de Janeiro, elaborado pela Firjan, que traz o balanço do semestre.

Segundo Claudia Teixeira, especialista em Comércio Exterior da federação, o resultado é atribuído a dois movimentos. De um lado, houve alta dos preços do barril de petróleo e aumento na exportação de bens manufaturados; de outro, faz parte do contexto geral da economia fluminense, que desde 2017 registra avanços das exportações, devido à crise no mercado interno.

“É um reflexo desse panorama, que está relacionado com a situação interna do estado e do país, fazendo as empresas se voltarem para o mercado externo como opção para escoar a produção e, com isso, diversificar mais seus compradores”, analisa.

No semestre, o preço médio do barril de petróleo saltou para US$ 71, contra os US$ 52 praticados no mesmo período do ano passado, o que compensou a queda de 22% no volume exportado. Em valores, o aumento foi de 2%, totalizando US$ 7,6 bilhões, o melhor resultado dos últimos seis anos. A China foi o principal parceiro nessa área, demandando 56% da pauta de petróleo.

Salto na venda de ferro e aço

Com relação aos industrializados, o destaque foi o incremento de 37% na exportação de bens semimanufaturados, puxado pelas vendas de ferro e aço (US$ 928 milhões no período), que em junho deram um salto de 117%. Claudia observa que esses números decorrem da implantação de cotas por parte do governo dos Estados Unidos aos produtos de aço, que provocaram uma corrida dos players fluminenses.

Ou seja, o feito pode não ser mantido no segundo semestre. “Algumas cotas já foram esgotadas, então é possível que haja uma redução nessas exportações, a não ser que as indústrias consigam encontrar outros parceiros”, acrescenta ela.

Além disso, no dia 29 de agosto, o presidente Trump anunciou decretos ajustando novamente as importações de aço para os EUA. De acordo com as novas normas, as empresas que provarem que não há capacidade produtiva suficiente do produto no mercado interno poderão solicitar exclusão da exigência de cotas e estarão isentas da sobretaxa de 25% sobre o preço original. A diretiva beneficia alguns países, inclusive o Brasil, que é o segundo maior fornecedor de ferro e aço para o mercado norte-americano.

Entre os bens manufaturados, que somaram vendas de US$ 2,5 bilhões, o aumento de 2,5% ocorreu por conta da indústria de veículos automotores e produtos químicos ao longo dos primeiros seis primeiros meses do ano.

Já as importações cresceram 52% no semestre, puxadas pelas aquisições de bens de capital, que somaram US$ 2,8 bilhões (aumento de 387%), basicamente pela entrada de plataformas flutuantes em fevereiro. Houve também compras das indústrias de bens intermediários e matéria-prima, que registraram aumento de 6% no acumulado anual.

Fonte: Firjan

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